SILÊNCIO

velaagua
O silêncio é uma navalha entre o sorriso e o sonho;
O sono das promessas, calando-se na iminência da ruptura.
O silêncio, pegada na areia sob forte vento, é indiferente.
Calmo e persistente, mantém suas mãos de tortura na nuca de quem o sente.
É também o demônio na madrugada, o beijo ausente.
Lógica entre a prece, afastando Deus e a paz.
O silêncio é o tormento e o tumulto;
o inferno e o caixão; a base da conversa e a raiz do amor.
Tatuagem nova, ferida, na pele fria que sonha o toque.
É o abraço e o tapa antes do tapa: a certeza do tapa.
O silêncio é minha voz na imensidão da ausência.


MARCOS SILVA
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