ERVAS

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Beirando os quarenta as indecisões tomam conta de mim.
Busco me firmar à terra como se me agarrasse a raízes mas, tudo que plantei, foram ervas.
Dedico-me a seus cheiros, provo a doçura e o amargor, as capacidades de cada uma.

São frágeis.

Marcam e mudam o alimento que a boca toca,
porém suas raízes não suportam nem o sol, nem a água em demasia.
Morrem a cada instante, lutam a cada instante.

Vivem da fragilidade e do desespero da vida.

Sou eu.

Vivendo de memórias frágeis, de construções em ruínas…

 

MARCOS SILVA

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2 comentários em “ERVAS”

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