O AMOR MORRE

casal

O amor morre quando esquecido no canto das gavetas, nas cartas envelopadas e nunca enviadas, nas conversas que não se iniciam…

O amor morre quando deixa marcas nas portas, quando o telefone se quebra, quando olhos maquiados tomam tonalidades roxas, quando bocas incham ao toque das mãos…

E o amor morre na pele, quando os corpos amantes, cansados, impedidos de se multiplicarem em infinitos novos corpos e momentos, casam-se no calor da cama da vida finita que têm e, expostos aos seus olhos, veem-se eternos naquele momento que se encerra, mas que perdurará por seus músculos e sangue, enquanto corpo, e por sua alma, enquanto chama.

 

MARCOS SILVA

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