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verme

O verme, santo sepulcral  e insone, consagra as entranhas.
E morde…
Nunca saciado, sente o acalento do outro nas próprias vísceras.
Como agradecimento, murmura entre fendas que a palavra da vida é a morte.
E qual crente, em oração resignado, volta a seu destino e seu banquete…

Santos os humildes e os cientes de sua missão.

 

MARCOS SILVA

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