Beijo mar

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Dela, que sabe os nomes das frutas que pousam no semblante triste de meu rosto,me vieram os nomes das coisas sem razão.
E a vontade de beijos que corrompem e imploram-se.
Insatisfeito que estava no caminho insensato que seguia, apliquei vontade ao pecado.
Ilusão abstêmia dos sonhos e ilusões do passado (que não considero meu…).
Rés mundo em que eu vivia que, considerado meu por todos, perdido nele eu estava.
Com ela,que navegava em quadrantes misteriosos, joguei o jogo que perdi por toda a vida, e me veio o porto desestruturado que sempre foi esperança.
Água turva que inala e embala a nau delirante de um coração seco, aguardando sangue.
Transfusão aceita, restou ao peito desconexo protuberar-se de modo constante.
Afoguei com ânsia e sede, aceitando a morte lenta que agrada.
No fim, as duas linhas retas infinitas de nossos olhos se encontraram, enfim…

 

MARCOS SILVA

 

 

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2 comentários em “Beijo mar”

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